Agora que escutaste e interpretaste o tema "Venham Mais Cinco", é o momento de saberes mais acerca do seu autor, José Afonso.
De acordo com o proposto na aula, deverás realizar uma pesquisa sobre a vida e obra deste músico de intervenção e deixar o dados obtidos aqui, no blog da turma.
Pretende-se criar uma dinâmica de grupo, para tal deverás ler, completar ou contrapôr as respostas dos teus colegas.
Não se esqueçam de ASSINAR!!!!!
Bom Trabalho!
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José Afonso, de nome completo José Manuel Cerqueira Afonso dos Santos, nasceu em Aveiro, a 2 de Agosto de 1929
ResponderEliminarCaro anónimo, obrigada pela participação (mesmo sendo um TPC), mas precisamos que assines e, já agora te tornes seguidor! ;-)
ResponderEliminarFoi criado pela tia Gé e pelo tio Xico, numa casa situada no Largo das Cinco Bicas, em Aveiro, até aos 3 anos (1932), altura em que foi viver com os pais e irmãos, que estavam em Angola havia 2 anos.
ResponderEliminarA relação física com a natureza causou-lhe uma profunda ligação ao continente africano que se reflectirá pela sua vida fora. As trovoadas, os grandes rios atravessados em jangadas, a floresta esconderam-lhe a realidade colonial. Só anos mais tarde saberá o quão amarga é essa sociedade, moldada por influências do apartheid.
Em 1937, volta para Aveiro onde é recebido por tias do lado materno, mas parte no mesmo ano para Moçambique, onde se reencontra com os pais e irmãos em Lourenço Marques (agora Maputo), com quem viverá pela última vez até 1938, data em que vai viver com o tio Filomeno, em Belmonte.
O tio Filomeno era, na altura, presidente da câmara de Belmonte. Lá, completou a instrução primária e viveu o ambiente mais profundo do Salazarismo, de que seu tio era fervoso admirador. Ele era pró-franquista e pró-hitleriano e levou-o a envergar a farda da Mocidade Portuguesa. «Foi o ano mais desgraçado da minha vida», confidenciou Zeca.
Zeca Afonso vai para Coimbra em 1940 e começa a cantar por volta do quinto ano no Liceu D. João III. Os tradicionalistas reconheciam-no como um bicho que canta bem. Inicia-se em serenatas e canta em «festarolas de aldeia». O fado de Coimbra, lírico e tradicional, era principalmente interpretado por si.
José Afonso retratado por Henrique Matos
Os meios sociais miseráveis do Porto, no Bairro do Barredo, inspiraram-lhe para a sua balada "Menino do Bairro Negro". Em 1953, José Afonso grava o seu primeiro disco Fados de Coimbra, e mais tarde, em 1963, são editados os primeiros temas de carácter vincadamente político, "Os Vampiros" e "Menino do Bairro Negro", que integravam o disco Baladas de Coimbra, e que, pouco tempo depois, seriam proibidos pela Censura.[2] "Os Vampiros", juntamente com "Trova do Vento que Passa" (um poema de Manuel Alegre, musicado e cantado por Adriano Correia de Oliveira) viria a tornar-se um dos símbolos de resistência antifascista da época. Foi neste período (1958-1959) professor de Francês e de História na Escola Comercial e Industrial de Alcobaça.